quarta-feira, 11 de abril de 2012

Candidatos: o que pode e o que não pode

A propaganda eleitoral será permitida a partir de 6 de julho próximo. Até lá, os pré-candidatos estão sujeitos às normas eleitorais baixadas pelo TSE. Abaixo, um resumo do que pode ou não ser feito nesse período anterior às convenções partidárias.

O que PODE ser feito:
  1. Pode participar de entrevistas, programas, encontros ou debates em rádio, televisão, internet. Pode expor sua plataforma e projetos políticos, desde que não haja pedido de voto.
  2. Pode participar de encontros, seminários e congressos em ambientes fechados. Pode atuar às expensas do Partido para organizar o processo eleitoral, plano de governo e alianças partidárias visando as eleições deste ano.
  3. Pode participar de prévias eleitorais e da sua divulgação pelos instrumentos de comunicação intrapartidária.
  4. Pode divulgar atos como parlamentar, debates legislativos, desde que não seja mencionada a possível candidatura e não haja pedido de voto ou apoio.
O que NÃO PODE ser feito no momento:
  1. Colocar plástico em carro
  2. Colocar faixas rendendo homenagem a dias festivos
  3. Colocar outdoors
  4. Qualquer manifestação solicitando voto
  5. Distribuir alimentos
  6. Colocar o nome em camisas, canetas, botons, bonés (mesmo que apenas "Fulano 2012" ou "Fulano vem aí...")
  7. Lançar livro
  8. Usar trio elétrico.
Então, senhores candidatos, a hora é, principalmente, de muita conversa!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O que é notícia?

Sempre que visito um sindicato, uma associação, um clube, um fundo de pensão ou qualquer uma dessas instituições cuja finalidade é social e o foco é um "lucro" coletivo, vejo os seus dirigentes mergulhados nas providências diárias de suas administrações, empenhados em obter resultados e avanços para seu público. "Excelente trabalho!", eu digo, e os próprios dirigentes sabem e orgulham-se disso.
Mas, o que também ocorre com muita frequência é que esses dirigentes não saibam - ou não consigam - divulgar, como deveriam, suas realizações. Ora, se um dirigente foi eleito para fazer um trabalho específico para uma coletividade, obviamente seu cargo é eminentemente político. Saber mostrar o que fez em sua gestão é, não apenas fundamental politicamente falando, mas até mesmo uma obrigação para com seus pares, pois se trata de prestar contas do seu mandato, do que tem sido feito na administração.
Curiosamente, o que vejo muitas e muitas vezes acontecer é que o dirigente, assoberbado de trabalho, não percebe que diversas ações que teve e medidas que implementou seriam boas notícias a serem divulgadas para seus "eleitores". É como se para ele fossem apenas medidas "comuns", "óbvias", naturais de quem está ali para aquilo, administrar, tomar decisões - e nesse ritmo o dirigente não percebe o quanto aquelas medidas são interessantes aos olhos de seu público. Apesar de importantes e interessantes, tais medidas não são levadas ao conhecimento da maioria do quadro social... ou seja, deixa-se de obter o justo reconhecimento que esse trabalho mereceria, em toda a sua extensão. Politicamente, isso é um desastre.
É como diz vulgarmente o ditado popular: não basta a galinha colocar o maior e mais belo ovo; é preciso cacarejar, anunciar aos quatro ventos!
É muito comum que um dirigente, produzindo tantos fatos à sua volta, todo dia e toda hora, não saiba "identificar uma notícia". Mas o seu papel é administrar. Para saber o que é notícia e a melhor forma de divulgá-la, contrate um especialista. Ele não vai deixar passar nada!