Claro que sim! Estas instituições prestam serviços a seus associados, ao seu público de referência e até, em muitos casos, à sociedade em geral. Se são entidades prestadoras de serviços, precisam "vender" esses serviços, ou, vendo pelo outro lado, alguém tem que "comprar o peixe" que essas instituições vendem.
No caso de sindicatos e associações, o ato de se propor a representar um grupo de pessoas (trabalhadores de uma categoria profissional ou de uma empresa, por exemplo) significa que essa entidade pretende prestar um serviço a essas pessoas, conquistar melhorias salariais e de condições de trabalho, além de outros benefícios assistenciais diversos (serviços jurídicos, convênios, etc). Quando o serviço é bem prestado e a entidade "vende" bem seu trabalho, o retorno vem na forma de mais sócios e na satisfação dos associados. O retorno é financeiro e político.
O mesmo se aplica aos clubes, que precisam de associados com pagamento em dia, e fornecem serviços de lazer, integração social, culturais, eventos sociais, etc. No caso das ONGs, se não "vendem" bem para a sociedade o que fazem, perdem chances de patrocínios e inserção social, o que afetará o alcance de sua atuação ou mesmo sua própria existência.
Em todos estes casos, a comunicação é fundamental, pois ela é que vai "vender o peixe" da organização. Para seu grupo de representados, associados e mesmo para a sociedade em geral. Aliás, para as entidades que têm sócios, a comunicação - a informação - é ela própria um serviço essencial a ser prestado para o atingimento dos objetivos da instituição. O jornal e o site do sindicato, a revista e o site do clube, quando bem feitos são instrumentos de comunicação que informam e ao mesmo tempo mostram e "vendem" ao seu público o que a instituição (e a diretoria) tem feito.
É como diz o ditado popular: Não basta a galinha pôr o ovo. É preciso cacarejar - e anunciar aos quatro ventos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário